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A Vila de Tabatinga vai comerar 100 anos de fundação e festeja neste dia 20 de janeiro a festa do seu padroeiro, São Sebastião, em homenagem o Portal publica a sua lenda. Uma pesquisa de Zelito Borges, redação de Abedias Borges e ilustração de Adaias Neto. |
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| Conta a lenda que à muitos anos atrás, quando os índios Mundurukus habitavam o lugar nasceu aos raios da Lua, uma índia albina da mesma cor do luar. O cacique vendo o nascimento, logo acreditou que era um mistério de Tupã e lhe deu o nome de "Tabatinga" |
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Ao crescer o cacique decretou em uma cerimonia ao deus da tribo que Tabatinga ficasse presa até se casar com um indio também albino, mas logo um indio moreno, o mais melancólico da tribo se apaixonou pela índia branca.
Todo entardecer, a índia aprisionada via o índio moreno voltar da pescaria. Ao vê-lo passar todo final de tarde ela se apaixonou e rogava para ser libertada. |
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| O índio ao saber da imposição do cacique, ralou muitas mandiocas dentro de uma gareira e jogou-se dentro, ficou ali três dias. O tempo passava e o tucupi da mandioca sufocava-o. E no quarto dia o desejo de casar-se com a india acabou, pois, o índio morrera. |
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| Ao saber disso, a india albina implorou ao cacique para enterrá-lo embaixo da castanheira, as margens do Salé. Como era época de enchente o cacique acatou a idéia, pois, era época de enchente e as àguas destruiriam o cadáver mesmo embaixo da terra. |
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| Passando seis meses do enterro do índio, as àguas começavam a baixar e a índia ia todo dia ver o local onde o seu amado foi enterrado. Percebeu que conforme a àgua baixava a terra preta ficava branca. Ao perceber tal fato a índia avisou o cacique e por esse motivo e pela paixão dos indios, que mesmo morto o indio conseguiu ficar branco, ele determiou que a terra ficasse conhecida como TABATINGA. |
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